Detesto que me roubem a solidão sem me dar em troca verdadeiramente companhia. (Friedrich Nietzsche).

domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz Ano Velho





Quando eu era criança, tinha pena do Ano Velho. Me lembro de como eu ficava triste quando ouvia aquela musiquinha dando adeus tão alegremente, aquele adeus tão animado (minha ideia de adeus já era outra), me parecia injusto demais com o pobre velhinho (não sei porque eu o imaginava um velhinho...) . Coitado, só porque ficou velho tem que ser desprezado?  Era meio assim que eu sentia.
Eu quase podia ver o Ano Velho se retirando em meio aos fogos da meia noite, olhando para trás, para aquela festa toda, ouvindo aquele coro de "adeus ano velho" e pensando:  nossa... será que fui tão ruim assim? 

Sou sempre grata ao Ano Velho. Entra ano e sai ano ele me deixa lições, me lembra que não nasci só para rir nem só para chorar, me fortifica com momentos bons e momentos críticos, me mostra a dimensão da minha força e da minha vontade com as coisas que consegui e com as que não realizei, me premia pelos acertos, me ensina com os erros. Aprendo um ano inteiro com ele, amadureço um ano inteiro com ele, e o melhor de tudo, é que ele sempre me deixa mais uma oportunidade de realizar o que eu não consegui realizar enquanto ele passava.

Por outro lado, sempre adorei a festa de boas vindas ao Ano Novo. A expectativa de sua chegada espana os ânimos, troca as cortinas, tira do armário a louça guardada, as toalhas brancas guardadas, dá a tudo um frescor de coisa nova, aquece o forno e a alma e renova as esperanças; mas nem por isso desprezo o Ano Velho, velho conhecido. 
O Ano Novo vem feito político recém eleito, cheio de promessas de emagrecer, de parar de fumar, de realizar sonhos e de  por  em prática velhos projetos de vida. É nesse total desconhecido que depositamos todas as nossas esperanças de renovação e mudanças. Ninguém sabe o que ele será capaz de fazer, mas a gente sente que ele fará só coisas boas, nos abraçamos acreditando que as alegrias serão de todos, é só querer...  Por alguma razão precisamos dessa sensação de vida nova todos os anos nas vésperas de um ano novo, e nos seus primeiros dias, enquanto não nos lembramos de que ele sozinho não pode cumprir suas promessas e antes dele se tornar velho e de tudo voltar a ser velho e o de sempre.

Eu, muito particularmente, não comemoro o ano novo, dou as boas vindas a ele, porque, para mim, comemorar  ano novo é o mesmo que comemorar o futuro; eu comemoro o ano que terminou, mais um ano de tantas coisas vividas, de tantas perdas e ganhos, de tantas batalhas vencidas e de derrotas também, e sobrevivi a tudo, de tantas novas lições,  mais um ano em que estou perto de quem amo.

Bom, este texto é uma despedida, e já está muito longo para alguém que detesta despedidas longas...  

Digo adeus a você, Ano Velho, mas te agradeço. Obrigada por todas as experiências e por todos os ensinamentos, por eu estar perto de quem amo, e por eu estar aqui, escrevendo estas bobagens.

Bem vindo Ano Novo (como diz uma tia, "Ano Bom"), que você seja bom mesmo para todos, que nos dê, não só as mesmas oportunidades que por algum motivo perdemos, mas muitas outras.

Eu? Vou continuar não entendendo... Vou continuar com este inconformismo... Vou ver os fogos da sacada  e experimentar de novo aquela estranha e inexplicável sensação de "algo novo" no ar...


Cheers!!






Agradecimento: Agradeço a Marcelo Rubens Paiva por ter tido (antes) a ideia do título deste post.

("Feliz Ano Velho", livro de Marcelo Rubens Paiva, 1982)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Sons do cinza




Que é essa  tempestade ? Que raios são esses, que partem?
Quem é esse  vento que grita pelas frestas? Quanto mais estreita a fresta, mais alto o grito...



 Neste momento, em São Paulo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Feliz Natal e Ótimo Ano Novo.

 Muito obrigada a todo mundo que acompanhou, que leu, que comentou neste blog... Muitas felicidades, paz e sucesso.  Tudo se renova, a vida dá um jeito.



sábado, 8 de dezembro de 2012

Aos fofoqueiros, as bananas!





Fofoca é um problema, um problema sem solução e sem fim. Fofoqueiros brotam todos os dias, feito praga. Hoje recebi um e-mail me esculhambando, de um blogueiro que me esculhamba há algum tempo já, tanto na blogosfera quanto fora dela. Desta vez foi porque o blogueiro recebeu um e-mail de uma blogueira, que não me foi identificada, sua identidade foi preservada...  O e-mail  da blogueira menciona a mim e o que tenho feito aqui.  Eu não tenho feito quase nada aqui, tenho estado ausente, mas o pouco que tenho feito foi reportado...

O que faço na blogosfera de alguma forma me denigre...  na mente do tal blogueiro. E não basta xingar e esculhambar  meu caráter, tem que me dizer que a blogueira não teve maldade alguma, que o e-mail dela foi  inocente...   Really... (?)

Eu tenho o que fazer, minha vida anda complicada de viver, e estou sem emprego, numa época do ano bem crítica pra conseguir recolocação, só isso já é o bastante para abalar. Se não é nada  para os outros, se existem problemas maiores, e claro que existem, para mim este está sendo o bastante, é o que tenho para o momento.
Não tenho enviado nem respondido e-mails com frequência,  já me expliquei quanto a isso com quem achei que deveria, também não tenho postado com a assiduidade de antes, e isso é perceptível, só não vê quem não quer, literalmente.  O que me resta de tempo e cabeça, uso para tentar me comunicar brevemente com quem me escreve, e para comentar brevemente em algum post, tentando estar presente na medida do meu atual possível, me desculpando pela ausência. 

Fofocas "inocentes", quem sabe também algum tipo de interesse, e abro minha caixa de e-mail com um "Bom Dia" repleto de xingamentos e esculhambações ao meu caráter e à minha moral, acompanhados de. uns "você deve estar fazendo isso", "deve estar dizendo aquilo", e "deve estar acontecendo isso" referindo-se às minha atividades na blogosfera, ou seja, nada de concreto, apenas imaginação, não sei se fértil ou se insana! 


Estou muito, muito de saco cheio!!



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O tempo passa...



... São mitos de calendário, tanto o ontem como o agora, 
     e o teu aniversário é um nascer a toda hora...

 (Fragmento de "O tempo passa? Não passa." de Carlos Drummond de Andrade).


Hoje meu blog está especialmente grato a todos os que divagam por aqui, aos que só passaram por aqui, aos que ficaram, aos que se foram, aos que acabam por chegar, aos que nunca vieram mas quem sabe venham, aos que o leem em silêncio e aos que falam com ele.

Blog é coisa viva, criatura que a gente cria. Blog precisa de alimento. Blog faz poesia, conta historias, desabafa, reclama, revela, agrada, desagrada.  Não sei ...blog é meio gente... Faz até aniversário.

.

Hoje meu blog faz um ano. Muito obrigada, de todo o meu coração, a todos vocês que me ajudam e  embarcam comigo nesta minha aventura de ser blogueira.




domingo, 11 de novembro de 2012

Ouro e Prata







Tem muita coisa na vida que incomoda, mas há as que incomodam muito mais, coisas com as quais ou a gente se conforma e exercita a tolerância, ou se mata. No caso da blogosfera, deixá-la é uma solução mais fácil que tolerar. Bom, já deixei a blogosfera uma vez (com outro blog), e acabei voltando (com este blog), porque há muitas coisas boas aqui, só que, o que é bom na blogosfera é muito bom, mas o que é ruim é muito ruim!  
 "Rodar a baiana" definitivamente não combina comigo, então desta vez dei uma saída, me ausentei uns dias daqui, fui tomar um pouco de ar, respirar fundo, contar até dez. Saí à francesa, sem aviso.  Se eu fosse redigir um aviso, certamente minha emoção do momento por coisas que  estavam me incomodando além da conta na blogosfera me conduziria, e o que quer que eu dissesse seria a troco de nada, nada iria mudarTem um ditado oriental milenar muito bom pra essas horas: A palavra é prata, o silêncio é ouro. 

Tenho procurado encontrar meu ponto de equilíbrio aqui, ou seja, deixar de me importar, o que me é bem difícil, sou movida a emoção,  por vezes  me dá uma vontade de  falar, diretamente e com todas as letras,  o que penso sobre determinadas coisas  que leio, e então  me lembro da inutilidade disso, e do ditado oriental milenar...  Por outro lado, também me lembro de que não sou oriental... 

Bom, saí, respirei, e voltei.
Agradeço muito mesmo aos que estiveram aqui durante a minha "saída", a quem manifestou preocupação, a todos os que  me dedicam sua atenção espontaneamente, aos que me dão retorno, aos que também se importam.  

Enfim,  como se diz em italiano: e la nave va.








quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Halloween- Aula de Inglês




Módulo I


Português: Três bruxas observam três relógios "Swatch". Que bruxa observa que relógio "Swatch"?

Inglês: Three witches watch three Swatch watches.
Which witch watch which Swatch watch?



Módulo II

Português: Três bruxas transexuais observam os botões de três relógios "Swatch". Qual bruxa transexual observa os botões de qual relógio "Swatch"?

Inglês: Three switched witches watch three Swatch watches switches. Which switched witch watch which Swatch watch switches?



Módulo III

Português: Três bruxas suecas transexuais observam os botões de três relógios "Swatch" suíços.
Que bruxa sueca transexual observa que botão de que relógio "Swatch" suíço?

Inglês: Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watches switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch switch?


 Agora, repita em voz alta.


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Da Lua





"Não importa onde estejamos,
a sombra que corre atrás de nós
tem decididamente quatro patas."
(Clarissa Pinkola Éstes - Mulheres que
Correm com os Lobos)

                  Há dias esperando. Parecia mais tempo desta vez. Ansiedade!... Sempre parece mais tempo...Via os dias descerem e as noites subirem. Não, ainda não era hora.  Ainda não era a noite. E esperou. À medida em que os dias e as noites passavam, a sensação ia aumentando. Até que veio mais forte...
                 O sol se punha. O horizonte era uma pintura fauvista -  púrpura, laranja, e depois vermelho, vermelho,  o sol descendo, descendo, até sumir atrás de alguma coisa infinita, arredondada e azul. Sentia, agora, toda a intensidade daquela sensação tão conhecida, e esperada. Precisava de ar! Fechou os olhos e respirou profundamente o ar noturno, em seguida olhou o céu. Estava lá, a Lua Cheia! Havia chegado a noite! Mas era preciso calma, cautela. A visão da lua a tranquilizou. Confiante, saiu a passos firmes, cuidadosos, silenciosos, uma sombra sob o luar.

                   Na pequena cabana na clareira uma janela mostrava a luz de lamparina por trás da cortina. Pôs-se a observar. Mais algum tempo e a casa ficou às escuras. Começou a se aproximar, vagarosamente, até chegar ao centro da clareira. Nesse momento, um cão enorme saiu de trás da cabana e ficou diante dela, dentes arreganhados, ferozes. Porém, ao vê-la no clarão da lua, o cão se acalmou, baixou a cabeça e chegou mais perto. Ela o acariciou, e o cão voltou para de onde veio.

Aproximou-se da casa. A janela estava aberta. Sem fazer o menor ruído, entrou.
O homem dormia, ao lado dele a espingarda, vigiando. Foi em direção a ele e viu-o sob o luar que vinha da janela, e ficou a observar-lhe o rosto, os músculos, o físico... De repente, o homem abre os olhos, imediatamente procura a espingarda, mas, ao ver aquela criatura, na penumbra azulada, deslumbrante, nua, para, extasiado. Ela se aproxima, olhos brilhando na semi escuridão, e o homem se entrega àquela beleza, àquele contato, ao desejo...

O dia nasce.  Ela acorda, espreguiça-se e olha à sua volta. Lembra da noite anterior e sorri, satisfeita. Sentia-se bem.

No povoado, costuma-se contar histórias sobre um belo lobo que devora caçadores em  noites de lua cheia...






Este conto é de minha autoria, e faz parte da Blogagem Coletiva Lendas Urbanas.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Lendas Urbanas



Começa hoje mais uma blogagem coletiva da qual tenho muito prazer em participar, promovida pelo Christian V. Louis, autor do blog Escritos Lisérgicos e pela Pandora, autora do blog Uma Pandora e sua caixa.
Valendo-se do mês de outubro, quando se comemora o Halloween, evento que não faz parte da nossa cultura mas que  tem sido incorporado aos costumes brasileiros (brasileiro realmente acredita que o que é bom para os EUA é bom para o Brasil...),  o Christian e a Pandora tiveram a ideia desta blogagem, cujo tema um dia já arrepiou a nuca de todos nós, as lendas urbanas. Todo mundo conhece pelo menos uma. Eu tinha medo de ir no banheiro da escola, mas não perdia as reuniões do copo...

Contos de mistério e suspense, histórias do sobrenatural, "causos" e lendas rurais, e tudo o mais que possa, como diria Edgar Allan Poe "talhar o sangue", também valem para esta blogagem.
A Pandora gentilmente disponibilizou o livro Assombrações do Recife (LINK) , do escritor Gilberto Freyre (1900-1987) para ser sorteado entre os participantes da blogagem.

Publicarei minha participação dentro do tempo de duração da BC, que vai até dia 31, Halloween.
O tema  não poderia ser mais interessante e agradável para mim... rs.

Deixo meu convite de participação a todos que lerem este post.

TRICK OR TREAT...!










terça-feira, 23 de outubro de 2012

Divagando sobre a velhice...






... me lembrei de alguém que conheço, uma "quase parente", que deixou sua mãe num asilo porque lá ela seria melhor cuidada do que em casa. .
Me perguntei se alguém consegue dormir depois....

Ela terá companhia, terá com quem conversar... O lugar é lindo, cheio de árvores... A gente vai visitar ela todo final de semana...
De fato, iam.
Ouvi dizer que os olhos da velha senhora brilhavam de felicidade quando chegavam as visitas, e choravam, suplicantes, quando elas iam embora.
Ouvi dizer que a quase parente se sentiu culpada quando a velha senhora morreu...

Penso se não é preferível  a "dignidade" de não atrapalhar a vida de quem a gente ama, sendo um ser inútil e dependente, incapaz de cuidar de si, que precisa de fralda geriátrica e outros "cuidados",  se não é preferível ir para um asilo (usam o termo "casa de repouso" para amenizar o medo de quem vai e a culpa de quem leva...).
Mas que seja um asilo bonzinho, que não maltrate, que não bata, nem esqueça de dar a sopinha, que não deixe torrando no sol nem congelando na varanda, já basta o tempo para maltratar. Será pedir muito?

Será que vou chegar a esse ponto? Será que vou chegar a envelhecer tanto?  Será que vou querer ir para "um lugar lindo, cheio de árvores"?... Será que vou querer "ter com quem conversar"?... Passar os dias  repousando..., olhando pela janela,  esperando os domingos...
Acho que vou querer estar com aqueles a quem amo, sem atrapalhá-los...

O tempo tem passado tão rápido... Dá medo.  

Ah, mas se eu for para um asilo, ops... casa de repouso... ninguém vai repousar, coisa nenhuma, porque eu  vou  promover gincanas de jogar torta na cara, bailes da saudade à fantasia, vou ameaçar os funcionários com  Travessuras ou Gostosuras no mês das bruxas, vou montar um coral e cantar Oh Happy Day o dia todo (dizem que pessoas velhas desenvolvem manias) e uma banda pra tocar A Little Less Conversation de noite, vou ouvir muito Guns'n Roses, Michael Jackson e Amy Winehouse, e vou mudar o nosso visual de velhinhos,  usaremos roupas estilosas e coloridas, tão coloridas quanto fosse possível deixar os restos das nossas vidas...


revolta idosa roqueiros






sábado, 13 de outubro de 2012

Selos - Quebrando Regras

Antes de me referir ao tema deste post, quero agradecer aos parceiros que, mesmo eu tendo estado ausente de seus blogs, não por negligência, mas por uma momentânea impossibilidade, têm vindo até aqui. Estou, aos poucos, retomando a atividade nos blogs amigos.



Há alguns dias (ou seriam semanas...?) recebi o selo acima do meu fiel parceiro Gilberto Carlos, do blog Gilberto Cinema. O selo é concedido pela beleza do blog, tanto pelo visual quanto pelo conteúdo. Poxa... e eu recebi o selo... Nhaa...
Bom, ele me disse que eu poderia conceder esse selo a cinco blogs (aah... só cinco?...).
Desculpe Gilberto, mas vou ter que desobedecer essa regra, vou concede-lo a seis blogs.


Eu realmente tenho outros para indicar, mas já fui abusada demais.

Agradeço muito ao Gilberto por me conceder esse selo, fiquei muito feliz de saber que ele gosta do Divagações.



Este outro selo, Versatile Blogger, me foi concedido mais recentemente pelo meu parceiro Christian V. Louis, autor do Escritos Lisérgicos. As regras para levar o selo são: mencionar quem o concedeu, dizer sete coisas sobre mim e indicar quinze pessoas para recebê-lo.

Ok, vamos lá:

Sete coisas sobre mim:

1 -  Ansiedade, teu nome sou eu. Sou meeega ansiosa. Tipo: ainda nem cheguei no portão do prédio e já estou preocupada em procurar a chave de casa na bolsa. Sim, eu sei, tem que ter um lugar na bolsa só para a chave. Então, o problema e esse, tem. E a chave sempre está lá!
Percebem?
Bom, isso é só um exemplo...

2 - Sou meio atrapalhada...
Exemplo: Na cozinha: Para fazer um arroz com feijão, bife e salada, demoro duas horas e sujo quase toda a louça do armário. E ainda queimo o pano de prato. Quase sempre.
Outro exemplo: Me atrapalho com coisas de computador, de internet, do blog, esse então... vivo excluindo comentários por erros de digitação (tem hora que o que  escrevo parece palavras de verificação), postando o que não é para postar, excluindo o que não é para excluir, e por aí vai), enfim...  Mas, uma coisa é certa, sou muito curiosa, aprendo muita coisa na curiosidade, e na vontade de aprender (na necessidade também.).

3 - Odeio fios!  Não me conformo,  estamos em pleno século vinte um, como ainda tem tanto fio assim?! Atrás do meu rack tem um emaranhado de fios, da TV, do telefone sem fio (??!!...), do DVD, do som, das caixas do som (cada caixa tem dois fios...), da  NET Virtua (alguém aí, traduza "wireless", por favor) e do aparelho da NET TV. E tem uma régua para tudo isso, ou seja, mais um fio! O notebook tem o carregador, que tem fio; o celular (telefonia móvel?) também tem carregador, mais fio! Fora os cabos: cabo isso, cabo aquilo. Estamos na era digital, na era 3D, e na era do  fio!!

4 - Sou um pouco distraída...  Exemplo: compro as coisas, pago, e deixo a mercadoria lá. Não é raro irem atrás de mim:  moça, olha, você esqueceu!
Deixo coisas no táxi: guarda chuva é o campeão de regularidade. Pastas e sacolas estão em segundo lugar. Celular foi só uma vez. A carteira..., bom,  foi só uma vez também... O taxista a levou pra mim em casa no mesmo dia, antes de eu me dar conta de que a havia perdido...  Meu queixo caiu, ainda tem gente assim, boa e honesta.
Ah, e teve uma vez que deixei o cartão de débito no supermercado, e outro dia foi a chave de casa, no mesmo supermercado.
Esqueci meu TCC no balcão da gráfica.

5 - Adoro óculos de sol. Para ir na padoka, aqui do lado, boto meus óculos de sol (se tiver sol, né?, lógico.)

6 - Danço sozinha em casa ouvindo música. E "danço" significa dançar, como se estivesse numa festa, ou na dança de salão, e neste caso, meu parceiro é invisível e eu o conduzo, nada mais lógico...

7 -  Sou uma criatura noturna. Sempre funcionei melhor à noite. Antes de eu me mudar para um apartamento, morava em um sobrado. Os vizinhos ficavam abismados (assustados é melhor...) de me verem arrumando a casa de noite. Ainda hoje ponho roupas para lavar na máquina à noite.
Não gosto de sair de dia, detesto passeios diurnos, tipo pique nique, churrasco, eventos em sítios ou afins como casamentos, aniversários, festas de confraternização, etc..  Não me convidem, mas se me convidarem, não contem comigo.
Já devo ter sido morcego, coruja, vampiro...

Bem, era isso. Pediram só sete...

Christian, algumas das quinze pessoas em que pensei já receberam o selo, duas outras parecem não ser caso de selos (refiro-me aos seus blogs), e outra não gosta de selo, então, fico devendo seis blogs. Põe na conta, tá?  Muito obrigada por me incluir, de coração.

And the seal goes to...

Gilberto Carlos - Gilberto Cinema
Patricia Cristina - Caminhos Internos
Pandora - Uma Pandora e sua Caixa
Suzane Weck
Victor Said - Poesia Três Potes
Jacques -  Relativa Seriedade (corrigido, Jacques... rs.)
Nadia V- Palavra em Movimento
Al Reiffer - O Fim
Mauro Castro - Taxitramas

Observação:  Não sei se todos gostam de selos. Que ninguém se sinta constrangido por não aceitar. 




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Não é só mais um besteirol feicebuquiano.


Bom, repetindo o que eu já disse aqui diversas vezes... tenho um perfil inativo no Feicebuque (escrevendo igual ao Herculano Neto  blog POR QUE VOCÊ FAZ POEMA?) e recebo as atualizações via e-mail. A grande maioria eu excluo sem abrir, mas, tem algumas que realmente me fazem ir lá para checar. Esta, que vi hoje, foi uma delas:



domingo, 7 de outubro de 2012

Edgar


Em 7 de outubro de 1849, morreu Edgar Allan Poe, três meses antes de completar quarenta e um anos de idade.
Todos que leem este blog sabem da minha admiração e predileção por esse escritor norte americano, que não é, como muitos acreditam, mero autor de contos de terror. Edgar Allan Poe é poeta, prosista, ensaísta e crítico literário; é, por assim dizer o "inventor" dos contos policiais, pioneiro na ficção científica, um teórico das "shorts stories", e mestre no gênero. Aproveito o post para convidar meus parceiros e a  todos os que leem minhas divagações para conhecerem meu blog A Extraordinária História de Edgar Allan Poe  http://eapoeeoutrashistorias.blogspot.com.br/, que hoje estou reativando.

O poema abaixo é de minha autoria, composto no ano passado em homenagem ao escritor, e  faz referência à sua obra mais conhecida e mais traduzida, o poema "O Corvo" (The Raven).


Edgar, the alone poet


Em uma meia noite
De um quarto algures
Onde Luzes de velas
Criam sombras vivas,
A pena do Poeta
Desliza
Sobre folha quieta.

E eis que ouve
Esse Poeta
Em sua  porta
Asas Negras
De desesperança
Trazendo
Trágicas lembranças
Da amada morta.

O pobre Poeta
Amargurado,
Fraco, entristecido,
Abre a porta,
Dá abrigo,
Tira da noite
Fria e escura
Aquela criatura
Que lhe traz
A certeza de que
Jaz
Entre  hostes celestiais
Seu anjo amado,
Lenora...

O ingrato pássaro negro
Repetindo seu refrão
Fere como a fogo
Fundo o coração
Daquele Poeta
Que amaldiçoa:
Maldita ave que negreja!
Vai-te!
Voa!

Mas o pássaro da negritude
Sem outra atitude,
Sobre o busto de Atena
Permaneceu
A professar  sua cantilena

E eu,
Em toda noite fria,
Em toda meia noite
Escura e fria,
Penso naquele Poeta,
Onde estaria,
Se em seu quarto
Com seus Ais,
Ou se Poeta, Nunca Mais...


                                                           

                                                         *********


(...)

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento. Toma-o, esquece com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"

Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!
(versos finais do poema O Corvo, na tradução de Fernando Pessoa)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

4 de Outubro - Dia Mundial dos Animais




O Dia Mundial dos Animais foi criado na Áustria, em 1929, com o objetivo de chamar a atenção para as espécies em extinção, para os maus tratos e exploração dos animais, e para conscientizar o mundo da importância dos animais para a sociedade e para a vida. 
A data foi escolhida em homenagem a São Francisco de Assis, que defendia  e protegia os animais e cuja morte ocorreu em 04 de Outubro de 1226. A primeira comemoração do Dia Mundial dos Animais foi em  04 de Outubro de 1930.
Em 27 de Janeiro de 1978, homens da Terra se uniram e aprovaram a resolução dada pela ONU a respeito dos direitos dos animais. Tais direitos foram registrados quando a UNESCO, em 15 de Outubro de 1978, publicou os direitos dos animais através da aprovação da Declaração Internacional dos Direitos do Animal, proposta pelo Dr. Georges Heuse, cientista e secretário-geral do Centro Internacional de Experimentação de Biologia Humana.
Os direitos dos animais devem ser defendidos por Lei como os direitos humanos, no entanto, a Declaração permanece desconhecida, e / ou desrespeitada.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DOS ANIMAIS:
• Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
• Todos os animais devem ter o mesmo direito à vida. Ninguém é dono de uma vida.
• Todos os animais devem ter direito ao respeito e à proteção do homem.
• Nenhum animal deve ser maltratado.
• Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem sofrimento.
• O animal que o homem escolher para companheiro nunca deve ser abandonado.
• Todo ato que coloque em risco a vida de um animal deve ser considerado um crime contra a vida.
• Todos os animais silvestres devem ter o direito de viver livres no seu habitat.
• A destruição do meio ambiente pelas queimadas e a poluição devem ser considerados crime contra os animais.
• O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.
PREÂMBULO
• Considerando que todo o animal possui direitos;
• Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
• Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
• Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
• Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
• Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,
PROCLAMA-SE O SEGUINTE:
Artigo 1º - Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º - Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais
Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.

Artigo 3º - Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis.

§ único - Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.

Artigo 4º - Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.

§ único - Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º - Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

§ único - Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.

Artigo 6º - Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.

Artigo 7º - Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.


Artigo 8º - A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

§ único - As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º - Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.


Artigo 10º - Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

§ único - As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º - Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.


Artigo 12º - Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

§ único - A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º - O animal morto deve de ser tratado com respeito.

§ único - As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.

Artigo 14º - Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

§ único - Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.







domingo, 30 de setembro de 2012





Desculpem a ausência. Espero voltar em breve.

Um beijo a todos.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Queria saber por que


O que me falta agora é um campo florido, para eu sentir a primavera, recém chegada na estação...
Me falta um lago cristalino e morno, que me molhe os pés enquanto respiro fundo, e me acalmo, olhos fechados, sol no rosto, tentar entender por que.
Me falta um distanciamento, um necessário distanciamento.
Estou ficando cansada. Me contentaria um banco de praça, ou de jardim, onde pensar se devo parar.

Saibam os que estiverem lendo isto, que alguém aqui, da blogosfera, tem por mim um desprezo estranho,  um desprezo que odeia o que sou, o que faço, o que escrevo, o que gosto, quem gosta do que eu gosto, o que recebo aqui. Um ódio que me quer longe, que me quer só.
Antes só me desprezasse, mas desprezo não é o bastante, tal ódio não se contenta, fala de mim, fala deste meu espaço, fala o que não é, o que nunca foi, o que nunca será.  O que não fala é  toda a verdade sobre si.

Inverdades, distorções, egoísmo, egocentrismo, maldade, maledicência, e a tudo tem quem dê ouvidos, os que acreditam até em Papai Noel.  E há quem aplaude, quem acha tudo muito engraçado, quem concorda com tudo, ou porque não é consigo então dane-se, ou por falta de personalidade, ou por algum tipo de interesse,  por covardia, ou porque é igual. É isso, falei!

Estou cansada. Quero a beira de um lago cristalino e morno, um banco de praça ou de jardim...















sábado, 22 de setembro de 2012

O Beijo da Mulher Aranha...

Gilberto Cinema

Esta semana li um post do parceiro de blogosfera, Gilberto Carlos -  Gilberto Cinemaque me deixou estarrecida. Ele acaba de ser diagnosticado com uma doença rara chamada Doença de Krabbe, um distúrbio hereditário caracterizado por uma deficiência da enzima beta-galactosidase galactocerebrosídeo que resulta na destruição da mielina (um material adiposo que rodeia diversos nervos). Para a cura o Gilberto necessita de um transplante de medula.

Claro, o Gilberto  é um apaixonado por cinema, mas percebo que ele é também um apaixonado pela vida, pelas pessoas, aquele que vê sempre o lado positivo das coisas, o que não é o meu caso, e creio não ser o caso de quase ninguém mais nestes tempos, gente otimista e de coração puro está em vias de extinção, pela realidade do mundo, que, a meu ver, necessita urgente de outra Arca, que pode estar sendo construída, e enquanto isso, uma pré limpeza já vem ocorrendo, gradativamente, naturalmente, com tantas catástrofes naturais. É o mundo se rebelando contra quem o destrói, é a Natureza fazendo valer sua força e superioridade diante da prepotência, da mesquinhez e da maldade do Homem, é a Humanidade colhendo os frutos de sua desumanidade. O Universo não conspira, ele reage.

Este post, dedicado ao meu parceiro Gilberto, é justamente para dizer a ele, e a todos que estão lendo este texto, que acredito nele, Gilberto, e que  talvez seja  ele um dos que entrarão na Arca.

Vi no filme Jurassic Park, um cientista dizer: a vida encontra um meio.
Gilberto, acredito na sua força de caráter, no seu espírito de luta. Eu, uma pessoa de fé abalável em muitas coisas, tenho uma fé inabalável na sua fé. E minha mensagem para você é essa mesmo: a vida sempre encontra um meio.


Imagem: Banner do blog Gilberto Cinema - Sonia Braga (de quem o Gilberto é muito fã) e Raul Julia. - Cena do filme O Beijo da Mulher Aranha.

Segue o link do post do Gilberto -  http://gilbertocarlos-cinema.blogspot.com.br/2012/09/uma-entrevista-reveladora.html#comment-form





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Uma página do meu diário.


Nunca tive um diário, no máximo fiz algumas anotações, às vezes faço uns excertos. O mais próximo de um diário seria este blog, que não contém fatos do meu dia a dia, mas minhas divagações, meus pensamentos, e mais anotações. 
O texto abaixo é minha participação nesta blogagem coletiva, e foi publicado no meu outro blog. A blogagem permite textos antigos, não necessariamente extraídos de um diário.


Extraído da Alma
"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar". (Clarice Lispector) 


Na  história do mundo, há coisas que definitivamente não se pode comprar, como o sacudir feliz da 
cauda de um cachorro. (Josh Billings). Por isso e por outras coisas, este filme é dedicado  à raça 
canina, sem distinção de classe.  
(Texto de abertura do filme "A dama e o vagabundo" - Disney - 1955) 
" O cão é a única criatura na terra que te ama mais do que a si mesmo" 
(Josh Billings - Pensador - 1818-1885)

Mais uma vez experimento a angústia da perda. Se os olhos são o espelho da alma, 
minha alma está exposta. Quero muito acreditar que existe um lugar para onde os
animais vão quando "morrem". Grafei a palavra morrem entre aspas porque meu 
pequenino anjo de quatro patas se foi, mas não morreu para mim. O que morreu foi
seu corpinho,  fragilizado por um injustificável e terrível mal. Esse querer acreditar 
é o que me faz saber que em mim há força bastante para ter fé, seja no que for. 
Gostaria muito que fosse verdade, gostaria muito que não fosse só um querer 
acreditar, mas uma realidade. 
Ela (também) se foi, mas deixou seu amor comigo, deixou felizes lembranças, deixou 
enorme Saudade...  Admirável criaturinha!... Digna, valente, forte, até em seus
últimos instantes aqui. Tenho muito orgulho dela! Nunca, jamais a esquecerei, assim 
como da primeira, que se foi no último Natal. Hoje sinto mais forte o vazio que elas 
deixaram. 
Não vou tentar conter minha emoção, não vou reprimi-la. Vou respeitá-la, ter paciência 
com ela, deixar que esperneie à vontade e depois se canse e se aquiete. Ah se no coração 
do Homem coubesse todo o amor que cabe no coração de um Cão... Se esse amor fosse 
tão puro, intenso, verdadeiro e tão absoluta e espantosamente incondicional como o 
amor de um Cão... O que não seria de nós, seres humanos ?... Na certa seríamos divinos
viveríamos no Paraíso. O amor de um cão não exige, não maltrata, não magoa; O amor
de um cão aceita e perdoa. A um cão se deve momentos de alegria, de afeto, de ternura, de 
amizade verdadeira, de cumplicidade, de Paz. É disso que o amor é feito. O cão não pensa, 
só sente; O Homem pensa e sente, e é por isso que deveria ser... humano. Assim pensando 
e  sentindo, não permitirei mais que seres, humanos apenas na definição, e a quem não 
devo absolutamente nada, me atinjam!...Sigo com minha utópica esperança de que um 
dia, em algum lugar bom, reencontrarei os que amei e que partiram, que um dia ainda 
seremos uma família, que então terei uma família e que essa sensação de Solidão, enfim, 
terminará.  Enquanto não acontece, continuo a vida, sorrindo, chorando, errando, 
acertando, amando, desamando, tentando, esquecendo, lembrando, lembrando, lembrando...



Sulinha  (1999-2010)



Publicado no blog Vida de Cronópio
Data: quarta feira,31 de agosto de 2011, dois dias após.

domingo, 9 de setembro de 2012

Muito Estranha


"... porque ninguém vai dormir nossos sonhos..."




Gente sonhadora é estranha, 
eu sou sonhadora, logo...

Esse meu silogismo já diz (quase) tudo.
Falo de sonhos... Aqueles sonhos impossíveis, que um dia, por puro capricho, resolvem se realizar. Falo daqueles sonhos que imaginamos possíveis, mas que nunca, nunca se realizam... Como os sonhos de felicidade. Como sonhos de amores infinitos, ou proibidos...
Sonhos que a gente lamenta, por serem apenas sonhos.

E nos meus sonhos, sonho com quem me faça sonhar, na sala, na penumbra, no tapete... até tudo se dissolver no último gole de vinho, e silenciar no desligar da música...

Estranho, eu adoro ser estranha.





sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Missão Impossível

Este não é um post só para mulheres, na verdade, estou  muito curiosa, gostaria muito de saber também o que os homens pensam a respeito do que mostrarei  aqui.
Este post não tem nada a ver com futilidade, jamais eu iria publicar na internet que fui comprar um sapato  simplesmente para dizer que fui comprar um sapato, ou fazer um post só para falar de sapatos da moda. Tenho uma razão para fazer  isso (este post), e a razão disso é exatamente isso: a Razão!

Ontem fui ao shopping para comprar um scarpin  e uma sandália de salto para o verão. Desde o ano passado que tento comprar um bom e velho scarpin nosso de cada dia, e se digo "tento" é porque desde a "moda" passada que só tem coisa esquisita nas lojas. Porém, ao olhar a vitrine, assustei. Fiquei estática, não acreditava no que eu via. Estava pior (e mais impossível) que no ano passado! Impossível comprar um sapato ou sandália normais!
No que as mulheres se transformaram? É eu sei, falo "as mulheres" como se eu não fosse mulher. Mas... será  então que eu é que não sou mulher?


Isto é sapato para pés humanos?



Sapato Feminino Lara Costa 7211769 - Bege

Sapato Feminino Sensuale 66511An - PinkSapato Feminino Sensuale 66511An - Preto

Sapato Feminino Lara Costa 2150292 - Gelo



Sapato Feminino Lara Costa 2100292 - PretoSapato Feminino Lara Costa 2150281 - Marfim
Sandalia Salto Feminina Dumond 4107124 - ColorSandalia Salto Feminina Lara Costa 6981809 - Prata
Alguém consegue mesmo andar com essas coisas?!... Fico imaginando uma mulher descendo uma escada com isso...! E essas plataformas enoooormes,  para "estabilizar" esses saltos de mais de quinze centímetros de altura!!


Mas... o pior ainda estava por vir!...


Sandalia Anabela Feminina Lara Costa 6613093 - Marinho
Sandalia Anabela Feminina Lara Costa 6613151 - Preto
Já viram uma coisa dessas?!  Uma sandália  (ou sei lá o que possa ser isso!) sem salto?!! E dessa altura!!
Eu confesso, não aguentei de curiosidade, pedi para a vendedora me trazer uma "dessas" para eu experimentar. Gente, vocês não têm noção do que é ficar de pé naquilo! Andar com aquilo então  é humanamente impossível! É  horrível! Como não tem salto, a gente se projeta pra frente, se por algum descuido se desequilibrar, cai para trás! Imagino eu, que sou do tipo magrinha, um vento e...  catapluft!!
A sensação é de estar à beira de um precipício na ponta dos pés, e de que vai despencar de lá a qualquer momento e inevitavelmente.



Reparem na panturrilha contraída da criatura... Olha o esforço para se manter equilibrada!
Nem o diabo (que veste Prada) calça  isso! Uma sandália dessa altura sem salto, como pode?! O que acontece com vocês, colegas? Perderam  a noção de limite com seu "feminismo", estão desafiando até  a física?
Não sei quem é mais insano, quem fabrica um troço desses ou quem usa.

Só dá essas bizarrices nas  vitrines de calçados. Nunca imaginei que comprar um simples calçado para o dia-a-dia pudesse se tornar uma missão  tão impossível!

E vocês, homens, o que acham de uma mulher usar esses trecos?  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Elementar




Quando ele pediu meu número de celular eu até que pensei:  ah... bem que ele poderia ligar mesmo.... Diz a lenda que homem pede o número de telefone pela empolgação do momento.
Não dei o número, dei uma risadinha irônica... tipo: querido, você pensa mesmo que eu sou idiota?...

E não é que ele ligou? Ele conseguiu o número, por outras fontes.

Quando um homem quer uma mulher, ele a encontra.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Eu, robô.


Eu não sou um robô, mas tenho que provar. 
Se sou um robô, sou um robô com problemas psiquiátricos, porque penso que sou gente. Minha tecnologia deve ser de ponta, ultra mega blaster avançadíssima, porque faço uns poemas, escrevo uns contos, conto umas histórias, dou uns palpites, faço uns comentários, tenho um blog... Coisas que, aparentemente, só humanos conseguem fazer. 

Aí digito umas letrinhas tortas e encavaladas, que eu nunca acerto de primeira, nem sempre de segunda, às vezes nem de terceira... e pronto, provo que não sou um robô.  

Pensando bem, acho que é o contrário: sou gente e penso que sou robô, e um robô sacana, feito o Bishop, do Aliens, porque  só robô mal intencionado fica furioso, agressivo, quando tem que digitar aquelas malditas letrinhas que parecem macarrãozinho de sopa que cozinhou demais e grudou ! E agora tem uns números de porta! Então, eu, robô, ou melhor, eu, pensando que sou robô,  esbravejo com voz  sintetizada:

- Malditos desmancha prazeres -  E agora - Como farei para sacanear esse blog

 ...




sábado, 25 de agosto de 2012

Os sete Pecados Capitais da Leitura



                                                      
A Pandora (Uma Pandora e Sua Caixa) inspirou-se nos sete pecados capitais e criou o meme Os Sete Pecados Capitais da Leitura. E o Christian (Escritos Lisérgicos) me indicou (me apontou o dedo...) para que eu confessasse aqui os meus sete pecados capitais da leitura.

Ok, eu confesso:

                    Ganância: Qual seu livro mais caro? E o mais barato?

O livro mais caro: "Edgar Allan Poe - Ficção Completa, Poesia&Ensaios". O livro já está esgotado há pelo menos três anos até na editora (Aguilar). Eu só encontrei em um sebo virtual. Custou bem caro, só gostando muito mesmo! O mais barato:  "Contos Fantásticos - O Horla e Outras Histórias",  de Guy de Maupassant. Comprei em um sebo também, numa loja física, custou seis reais...


         Ira: Com qual autor(a) você possui uma relação de amor/ódio?

Oscar Wilde. Quando li O Retrato de Dorian Gray eu era ainda muito jovem, não tinha nem maturidade nem conhecimento para entender a profundidade da obra. Aliás, nem sabia da importância do autor, li atraída pelo mistério. Voltei a ler na faculdade. Não é pela sua homossexualidade, de maneira alguma, mas Oscar Wilde me passa uma coisa de homem muito delicado e frágil que me irrita.  E ao mesmo tempo em que sinto essa fragilidade nele (e não gosto, sei lá porque), sinto a presença dele no romance, forte, sempre sinto Oscar Wilde no narrador de Dorian.  
Oscar Wilde teve uma vida curta e com final dramático. Eu o admiro pelo que ele representa na literatura e na dramaturgia, e pela sua história.


Gula: Qual livro você devorou sem vergonha?

Normalmente devoro os livros, mas o que devorei com mais gula foi Operação Cavalo de Troia, de J.J. Benítez. Essa é uma ficção da ficção, um livro ao mesmo tempo fantástico e cientifico. E eu que não gosto de ficção científica, vidrei nessa história. Um astronauta, major da NASA, embarca com outro oficial numa "nave", de volta ao tempo de Jesus.

A parte em que ele encontra Jesus é o ponto chave do livro, o major presencia momentos importantes, como a Santa Ceia e a Crucificação, e Benítez, baseado em estudos de historiadores e cientistas, na pessoa do personagem Jasão (nome usado pelo major na terra de Jesus) descreve uma outra versão da morte de Judas. Sem nenhuma conotação religiosa, o livro descreve passagens como o apedrejamento de Maria Madalena, o julgamento de Jesus e a posição política de Pilatos, e faz muitas referências aos costumes da época. O livro tem muitas notas de rodapé com explicações ultra científicas e detalhadas, como a querer demonstrar que é cientificamente possível viajar no tempo.
Em determinado momento, me vi perdida entre ficção e realidade, tamanha era a coerência e a  lógica de tudo aquilo, é um livro que nos faz repensar a História. Devorei o primeiro livro, li o segundo, comprei o terceiro e não li, e não me interessei em ler os demais, são nove ao todo.

E já que na inquisição, ops..  na pergunta, tem o termo 'sem vergonha', não tive vergonha de devorar um livro de uma escritora das décadas de 1960 e 1970, que foi perseguida pela censura porque sua obra (36 livros publicados, 33 apreendidos) era considerada pornográfica para os padrões da sua época: O Bruxo Espanhol, de Cassandra Rios. Quem já leu Cassandra Rios, sabe do que falo.


Alguém observou  alguma coisa aí entre os dois livros?...

 


Preguiça: Qual livro você tem negligenciado devido à preguiça?

Há anos que negligencio esse livro. O pior: é um livro OBRIGATÓRIO, um desses "livros para se ler antes de morrer": Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Por vezes tentei ler, mas acabei ficando praticamente "Nonada".  Claro que é uma obra maravilhosa a história de Riobaldo e Diadorim, com toda aquela profundidade e dramaticidade, neologismos, características do autor e coisa e tal, mas, não sei, Guimarães Rosa me dá uma preguiça... Acho ele um autor chato. As aulas sobre ele me davam sono... Acho que esse meu pecado nem é capital, é MORTAL... Fiz um trabalho sobre os textos O Espelho, de Machado de Assis e O Espelho, de Guimarães Rosa. O espelho do Machado é uma delícia de ler, o do Guimarães é muito chato!


Orgulho: Qual livro você se orgulha de ter lido?

Na verdade são dois (quando peco, peco pra valer, já que vou pecar...): O Egípcio, autor Mika Waltari, escritor finlandês. A história se passa no Egito Antigo e tem romance e vingança como pano de fundo,e tem mumificações, sacrifícios, mitologia, caverna de minotauro, mistérios, suspense, além de abordar a cultura e os costumes daquele povo na Antiguidade. O Egito Antigo me interessa, e aprendi muito lendo esse livro. É um livro que assusta pela quantidade de páginas, são quinhentas páginas, e letras pequenas. Não é por isso que me orgulho de ter lido, é pelo meu real interesse. 
O outro é  O Homem que Calculava, autor: Malba Tahan - escritor árabe, contador de histórias. Um homem peregrina por seu país, através do deserto e entrando em cidades, e sempre se vê envolvido em situações complicadas, e muitas vezes perigosas pra ele. O raciocínio rápido do personagem, sua capacidade de fazer complexos cálculos de cabeça  o salvam das" roubadas" em que ele se envolve. Cada parada é uma história diferente, uma história é engrenada na outra, mas todas independentes. É como os contos das mil e uma noites. Muito interessante mesmo, é uma leitura que prende.


                           

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Luxúria: Quais atributos você acha mais atraentes em personagens masculinos e femininos?

A descrição física dos personagens masculinos não costuma ser tão minuciosa quanto dos femininos. Mas um homem alto e atraente, de voz forte, sonora, é uma descrição que me encanta. Ou um cavalheiro falido que conserva a pose de rico, o charme e os trejeitos do aristocrata decadente, os solitários e misteriosos, os que elegem uma musa e escrevem poemas, todos esses geralmente personagens da literatura do século dezenove, minha preferida; ou o jeito rude, rústico e calado, mas  passional e ardente,  tudo aliado à inteligência, à força de caráter, ao romantismo e à passionalidade, muitas vezes na figura de um anti herói. Nos femininos, inteligência, determinação, força de caráter, romantismo, tudo isso mais a sensualidade, mas uma sensualidade natural, sem nenhuma apelação, quase ingênua. Não tenho como não citar como exemplos, respectivamente, Mark Darcy de Jane Austen (Orgulho e Preconceito), os anti heróis Heatchcliff, de Emily Bröntre (O Morro dos Ventos Uivantes) e Jay Gatsby, de F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsby), e as maravilhosas mulheres machadianas, com destaque para Capitu, claro!


        




   Inveja: Quais livros você gostaria de ganhar de presente?



O Castelo de Otranto, de Horace Walpole (clássico da literatura gótica), O Idiota (Dostoiévsk),  e no momento estou muito a fim de ler As Esganadas, de Jô Soares. 









Bom, é isso. Parabéns à Pandora pela inteligência e criatividade. E obrigada, Christian, por ter me indicado. 


Beijos a todos que tiveram a paciência de ler este meme e aos que tentaram. Não é  porque Guimarães Rosa é Guimarães Rosa que ele pode ser chato e eu não.



E mais uma vez a fonte se auto alterou, sozinha e a si mesma. Mas, enfim.